Publicado por: donna40 | Novembro 11, 2009

Vivendo por viver

SEM MOTIVO VOU VIVENDO POR AÍ
POR VIVER
MEUS VALORES TÃO CONFUSOS REPRIMIDOS
POR VOCÊ
TROCO PASSOS SEM SENTIDO PELAS RUAS
SEM SABER AONDE IR
E VIVER JÁ NADA MAIS SIGNIFICA
ATÉ JÁ ME ESQUECI
VOLTO PARA CASA ONDE EU PROCURO
ME ESCONDER
DE PESSOAS QUE ACREDITAM MEUS PROBLEMAS
RESOLVER
MAS EU INSISTO EM CULTIVAR SUA PRESENÇA
MESMO SEM VOCÊ SABER
AINDA ESPERO A CADA DIA SUA VOLTA
É SÓ VOCÊ QUERER
AS LEMBRANÇAS
ME CHEGAM SEMPRE EM NOITES TÃO VAZIAS
E MEXEM TANTO COM MINHA CABEÇA
E QUANDO O SONO VEM O DIA JÁ NASCEU
A DISTÂNCIA
ME TIRA POUCO A POUCO A ESPERANÇA
DE TER VOCÊ COMIGO NOVAMENTE
DE REVIVER AQUELE NOSSO GRANDE AMOR
TANTOS PLANOS, SONHOS FEITOS EM PEDAÇOS
POR VOCÊ
DE TOLICE TANTO AMOR DESPERDIÇADO
POR NÓS DOIS
E NA SOLIDÃO ME AGARRO A QUALQUER COISA
QUE AINDA RESTA DESSE AMOR
PRA SENTIR SUA PRESENÇA NOVAMENTE
SEJA COMO FOR
AS LEMBRANÇAS…

(Marcio Greick)

Publicado por: donna40 | Novembro 11, 2009

Doce Maldade

Você fala que é de mim que você gosta
Você jura até aposta, que sem mim não vai viver
Você fala que eu não te levei a sério
Vivo fazendo mistério, que não ligo pra você
Você diz que tudo está tão evidente
Você nota claramente, acha que vai me perder
Mas você é o meu pão de cada dia
É a força que eu busco pra viver
Minha vida está perdida sem você

É chuva e sol, inverno ou verão
Açúcar e sal, é ódio e paixão
É frio e calor, o riso e a dor
É um tiro certeiro no meu coração

É o certo e errado, o bom ou ruim
É Deus e o pecado, começo e o fim
É a felicidade, amor e saudade
É a doce maldade que Deus fez pra mim.

(Zezé de Camargo e Luciano)

Publicado por: donna40 | Novembro 11, 2009

Brigue Comigo,Mas Não Vá

Eu sei que entre nós ainda tem jeito
Vem pra perto do meu peito, vem ouvir meu coração
Brigar, qualquer casal que ama briga
E não é por uma intriga que se acaba uma paixão
Você já fez a mala, pôs na porta
Diz que agora não tem volta nosso amor tem que acabar
Te juro, não mereço esse castigo
Pode até brigar comigo mas te peço, amor não vá
Brigue comigo mas não vá, amor
Eu morreria sem você aqui
Meu mundo é triste sem o seu calor
Brigue comigo mas não vá, amor

Brigue comigo mas não vá, amor
Eu não conseguiria te esquecer
Sem teu carinho eu sei que vou chorar
Brigue comigo mas não vá

Momentos que vivemos tão felizes
Valem todos os deslizes que a gente cometeu
Por isso é que eu te peço não me deixe
Mesmo que você se queixe diga que me compreendeu
Quem ama de verdade tem ciúme
E não há o que me acostume ser feliz sem te amar
Escute por favor o que eu te digo
Pode até brigar comigo mas te peço, amor não vá

Brigue comigo mas não vá, amor
Eu morreria sem você aqui
Meu mundo é triste sem o seu calor
Brigue comigo mas não vá, amor

Brigue comigo mas não vá, amor
Eu não conseguiria te esquecer
Sem teu carinho eu sei que vou chorar
Brigue comigo mas não vá

(Zezé de Camargo e Luciano)

Publicado por: donna40 | Novembro 9, 2009

Grande Amor

Num grande amor
Sempre tem melancolia
Tem tristeza e alegria
Num mundo de ilusão

Num grande amor,
Tem de tudo um bocadinho
Tem ternura, tem carinho
Tem castigo e tem perdão

Se o amor se esvai
Saudade vem
Um novo amor
Virá também

Se alguém brincou
Sorriu, cantou
Feliz ficou, feliz ficou

Se amou demais,
Perdeu a paz
Chorou, chorou

(Martinho da Vila)

Publicado por: donna40 | Outubro 13, 2009

Despedida

E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perda da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação. Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito. E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho? Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil. Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus. A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.

(Rubem Braga)

(retirado do site: www.releituras.com)

Publicado por: donna40 | Setembro 24, 2009

Não te amo…

Não te amo como se fosses
rosa de sal, topázio ou
flecha de cravos que
propagam o fogo:

Te amo como se amam
certas coisas obscuras,
secretamente, entre a
sombra e a alma.

Te amo como a planta
que não floresce e leva
dentro de si,
oculta,
a luz daquelas flores,
e graças a teu amor
vive escuro em
meu corpo o apertado
aroma que
ascendeu da terra.

Te amo sem saber como,
nem quando, nem onde,
Te amo diretamente sem
problemas nem orgulho:
assim te amo porque
não sei amar de
outra maneira,
senão assim
deste modo
em que não sou
nem és,

Tão perto que tua mão
sobre meu peito é minha,
tão perto que se fecham
seus olhos com meu sonho.

- Pablo Neruda -

Publicado por: donna40 | Setembro 24, 2009

O amor riu de mim

Estou negando as minhas verdades
Indo contra minha vontade
Transgredindo minhas leis
Qualquer um renunciaria ao amor depois do que passei
Eu jurei viver apenas dos momentos
Sentimentos, nem pensar, não ousaria
Ia muito bem assim mas você chegou aqui
Neste instante o amor com certeza riu de mim

E não valeu sofrer as tempestades
Nem a fúria da saudade
Nem as noites sem dormir
Eu abro mão da liberdade pra ter você perto de mim

Fagner (canta)

Publicado por: donna40 | Setembro 24, 2009

Me Leva

Me leva… por caminhos de amor e prazer
Se inflame na chama do meu corpo
Me sufoca
Me enrosca
De forma natural
se entregue
Me pega
Me laça
Me abraça

Vem me induzir aos seus anseios
e aos meus desejos tão loucos
que aos poucos vão nos consumindo
de tanto amor e prazer

Eu quero seu amor a qualquer preço
Quero que você me tenha por inteiro
Quero seus beijos ardentes
tão doces… tão quentes…
e me embriagar no perfume do seu corpo
para que possamos viajar
nesse amor tão bonito.

(Mário Quintana)

Publicado por: donna40 | Setembro 24, 2009

É assim que te quero, amor

É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.

Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita
de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.

Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há-de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.

Pablo Neruda

Publicado por: donna40 | Agosto 27, 2009

História das adivinhas

História das Adivinhas

O que é, o que é: vive batendo em você, mas é bom para a sua saúde? Resp. O Coração

O que é que cai na água e parte? Resp. O navio

Sou comprida e amarela / Tenho um nariz vermelhinho; / Se me deixam muito em pé, / Vou sumindo, vou sumindo, / Resta só um bocadinho. O que sou eu? Resp. A vela

O primeiro jogo de adivinhação inventado pelo ser humano, e também o provável primeiro jogo de palavras da História, faz parte do folclore oral da maioria dos povos desde tempos imemoriais, assim como as lendas e os mitos. Segundo o “Guinness”, o Livro dos Recordes, o mais antigo quebra-cabeças matemático também é uma adivinha, encontrada num papiro egípcio datado por volta de 1650 a.C.

Quando eu estava me dirigindo para St. Ives (tradução inglesa), encontrei um homem com sete esposas. Cada esposa tinha sete sacos, e em cada saco havia um gato. Cada gato tinha sete crias. Crias, gatos, sacos e esposas, quantos estavam indo para St. Ives? Resp. Um (eu)

A tradição oral remonta as adivinhas, pelo menos, ao Egito Antigo. Exemplares remotos desse jogo também foram encontrados pelos historiadores em textos escolares da Babilônia, datados de muitos séculos antes de Cristo. São adivinhas semelhantes às da atualidade, com temas triviais, aparentemente destinadas às crianças:

 Quem engravida sem conceber, quem engorda sem comer? Res. A nuvem

Apesar do caráter leve e divertido desses exemplares e das adivinhas modernas, na Antigüidade a arte da adivinhação e especialmente o jogo das adivinhas estavam associados a assuntos mais sérios e até mesmo trágicos. A começar pela mais antiga adivinha de todas (segundo o escritor grego Plutarco e o poeta latino Ovídio), aquela proposta pela Esfinge aos viajantes que passavam pela estrada em direção à cidade grega de Tebas, capital da Beócia. Do alto de um rochedo, a Esfinge, que tinha corpo de leão, cabeça de mulher, rabo de serpente e asas de águia, propunha a adivinha e matava todo aquele não conseguisse resolvê-la. . A “adivinha da Esfinge” foi imortalizada por Sófocles em seu drama “Édipo Rei”, escrito no século IV a.C. “Decifra-me ou te devoro” era o lema do monstro. Édipo foi o primeiro a acertar a resposta. Ao ouvi-la, a Esfinge teria se jogado ao mar, desaparecendo para sempre (ou se jogado do alto do rochedo, em outra versão da lenda, morrendo instantaneamente). Eis a adivinha, em uma de suas muitas versões:

Qual é o animal que, de manhã, caminha com quatro pernas, à tarde com duas e à noite com três, e é mais fraco quanto maior o número de pernas que utiliza? Resp. O homem. De manhã corresponde a fase criança, quando engatinha, a fase adulta, quando anda com as duas pernas, e a velhice, quando usa a bengala.

Por seu feito, Édipo recebeu as recompensas prometidas àquele que derrotasse o monstro: o reino de Tebas e o casamento com a rainha, Jocasta por acaso, mãe de Édipo, o qual havia sido abandonado ainda criancinha pelo pai, Laio, ao ouvir de um oráculo que o filho o mataria. O que, aliás, Édipo já havia feito, no caminho para se encontrar com a Esfinge, por causa de uma discussão boba sobre o direito de passagem num ponto da estrada. Mais tarde, ao ouvir de um outro oráculo as atrocidades que havia cometido involuntariamente, Édipo extraiu os próprios olhos e exilou-se para sempre de Tebas. É importante ressaltar que a história de Édipo passou-na Grécia, enquanto a famosa estátua da Esfinge de Gizé situa-se no Egito. Esse monumento data do reinado de Quéfrem, na Quarta Dinastia, tendo sido erigido entre 2575 a.C. e 2465 a.C.

Também trágica é a história que relaciona o herói bíblico Sansão (século XII a.C.) às adivinhas. Uma espécie de Rambo a serviço do Senhor, Sansão matou 30 homens apenas para retirar-lhes os “vestidos” (essa é a palavra do texto bíblico); incendiou 300 raposas para que, postas a correr, devastassem os trigais dos filisteus; matou 1000 homens tendo como única arma uma mandíbula de jumento; e dizimou outros 3000 filisteus ao fazer desabar uma construção, arrancando as duas colunas que a sustentavam. Tudo isso por causa de uma adivinha. A história é contada no livro dos Juízes (14-16). Judeu de origem, Sansão vivia entre os filisteus, que dominavam Israel naquele tempo. Apaixonou-se por uma filistéia e, contra a vontade do pai, decidiu desposá-la. Durante o banquete com os inimigos, propôs-lhes uma adivinha, como era de costume, prometendo dar aos seus 30 companheiros um vestido ou uma túnica para cada um, caso resolvessem o desafio em 7 dias, tempo de duração da festa, mas exigindo o mesmo pagamento caso fracassassem:

Do que come saiu carne, e do forte saiu doçura?

A inspiração para a brincadeira tinha sido o cadáver de um leão que Sansão encontrara a caminho do banquete, no qual as abelhas haviam produzido um favo. No terceiro dia, os filisteus desistiram de encontrar a solução e apelaram à mulher de Sansão para que obtivesse dele a resposta. Depois de muito chorar, a filistéia conseguiu a proeza no último dia. Quando Sansão foi cobrar a vitória, recebeu como resposta outra adivinha:

Que coisa é mais doce que o mel, e que coisa é mais forte que o leão?

A Bíblia diz: “Apoderou-se dele o espírito do Senhor”. E iniciou-se a carnificina relatada acima. A segunda passagem bíblica relativa às adivinhas refere-se a Salomão (século X a.C.), o mais sábio dos reis hebreus. Sua capacidade de decifrar enigmas teria sido o motivo oficial da visita da Rainha de Sabá, reino do sudoeste da Arábia (Crônicas II, 9), durante a qual Salomão foi testado com sucesso. Mas a razão mais provável deve ter sido um interesse comercial mútuo, pois a Rainha chegara a Israel “levando consigo grandes riquezas e camelos, que iam carregados de aromas e de grande quantidade de ouro e de pedras preciosas” e, na partida, carregou para seu reino outro tanto de mercadorias valiosas naquele tempo. Embora a Bíblia não mencione nenhuma adivinha ou enigma proposto pela Rainha de Sabá a Salomão, um texto hebraico publicado em 1430 pretendeu apresentar algumas delas, guardadas pela tradição oral:

Há algo que quando está vivo não se move, mas quando sua cabeça é cortada, ele se move?

Menos feliz teria sido Salomão em seu desafio de adivinhas com o aliado Hiram, rei do Tiro, segundo o historiador romano Flávio Josefo. A cada adivinha não respondida, o derrotado deveria pagar uma certa quantia. Ao perceber que Salomão já lhe privara de um montante considerável, Hiram apelou para a ajuda do sábio Abdemão, que primeiro conseguiu resolver as adivinhas propostas pelo rei hebreu e depois inverteu a situação, propondo enigmas que Salomão não pôde decifrar.

Os Adivinhos Esopo, Homero e Virgílio

Várias cortes da Antigüidade possuíam um adivinho que tinha a função de prever o futuro, além de ser um perito na arte da decifração de enigmas verbais. É célebre a história de Calchas, adivinho de Agamenon, um dos heróis da Guerra de Tróia. Num duelo com o adivinho grego Mopsos, Calchas não soube resolver vários enigmas propostos pelo colega e rival, vindo a morrer de desgosto pela desmoralização pública que lhe foi imposta. Máximos Planudes, um monge grego (c. 1260 – 1310), relatou em “A Vida de Esopo” uma longa disputa de adivinhas travada no século VI a.C. entre o rei babilônio Licero e o rei egípcio Nectanebo. O primeiro era sempre o vencedor, graças à ajuda de Esopo (autor de “A Raposa e as Uvas”, entre mais de 300 fábulas), então adivinho oficial da corte. Entretanto, o uso mais freqüente das adivinhas na Antigüidade revestiu-se de um caráter sagrado, e não competitivo. Em muitas culturas, a adivinhação era uma atividade exercida em rituais religiosos e reservada exclusivamente aos sacerdotes iniciados nos chamados mistérios. Essa atividade estava intimamente associada à solução dos mistérios da vida. O mais famoso local de adivinhações dessa natureza foi o templo de Delfos, situado na Grécia. Nele, as pitonisas, sacerdotisas de Apolo, “recebiam” orientações daquele deus em forma de versos enigmáticos, que eram interpretados para os consulentes, pessoas de importância na sociedade grega. Ainda na Antigüidade, outro nome famoso ficou associado às adivinhas. Se for verdadeiro o relato do escritor grego Plutarco, Homero, a quem são atribuídos os poemas épicos “Ilíada” e “Odisséia”, teria morrido de insatisfação ao não conseguir resolver uma adivinha. Um dia, ao perguntar a alguns pescadores de Ios o que eles haviam trazido do mar, Homero teria recebido como resposta:

Aquilo que pegamos, deixamos para trás, e trouxemos tudo o que não pudemos pegar. Há duas respostas aceitas para esta adivinha: Resp. Pulgas ou Piolhos

O poeta Homero Nos banquetes da Grécia Antiga, as adivinhas eram um elemento obrigatório, servindo como um teste da habilidade intelectual de certos convidados, ao mesmo tempo que proporcionavam diversão aos demais. Uma reunião em especial merece destaque: a dos Sete Sábios da Grécia, cultores do enigma como recurso didático. Um desses sábios, Cleóbulo de Lindos, teria sido incluído no grupo graças à autoria desta adivinha:

Um pai teve doze filhos, e cada um desses filhos teve 30 filhos e filhas, os filhos de cor branca e as filhas de cor negra, e um deles morreu a cada dia, e apesar disso tornaram-se imortais.

Na Roma Antiga, as adivinhas eram um divertimento importante no feriado religioso da Saturnália, homenagem ao deus Saturno realizada entre 17 e 24 de dezembro. Semelhante ao Natal moderno, embora bem mais liberal que a festividade cristã, a Saturnália consistia de banquetes onde havia troca de presentes e eram propostos jogos sociais, entre eles o das adivinhas. Além das perguntas tradicionais, uma outra forma do jogo baseava-se na redação de adivinhas em pequenos cartões, descrevendo de forma enigmática os presentes que seriam oferecidos. O poeta romano Virgílio (século I a.C.), autor da “Eneida”, incluiu em suas “Églogas” uma adivinha proposta por Dametas a Menalcas, que ainda não possui uma resposta consensual:

Dize em que lugares, e te haverei por grande Apolo, / O céu não tem mais de três côvados?

Acreditam os estudiosos que a difusão das adivinhas deveu-se muito aos rituais e cerimônias das comunidades antigas. Durante a realização de casamentos, velórios e festas da colheita, os habitantes se reuniam e desafiavam uns aos outros com as novas adivinhas que haviam aprendido ou criado. Também as longas noites de inverno dos países europeus eram em parte aproveitadas para a prática desse passatempo  a mesma circunstância climática que contribuiria, a partir do século XVIII, para a difusão dos enigmas e das charadas. Curiosamente, uma das “épocas de ouro” das adivinhas deu-se durante o curto governo do imperador romano Nero (54-68), mais conhecido por suas excentricidades, truculência (mandou matar a esposa e a mãe) e pela suposta autoria intelectual do incêndio que destruiu Roma.

Autor: Sérgio Barcellos Ximenes (Extraído do site: www.roteiroromanceado.com)

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