Publicado por: donna40 | Dezembro 1, 2009

A canção tocou na hora errada

A canção tocou na hora errada,
E eu que pensei que eu sabia tudo
Mas se é você eu não sei nada,
Quando ouvi a canção, era madrugada
Eu vi você, até senti tua mão e achei até que me caia bem como uma luva
Mas veio a chuva e ficou tudo tão desigual
A canção tocou no rádio agora, mas você não
pode ouvir por causa do temporal,
Mas guardei tuas cartas com letras de fôrma
Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora
Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora
A canção tocou na hora errada,
Mas não tem nada não, eu até lembrei das rosas que dão no inverno
Mas guardei tuas cartas com letras de fôrma
Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora
Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora
A canção tocou na hora errada, mas não tem nada não, eu até
lembrei das rosas que dão no inverno
Mas guardei tuas cartas com letras de fôrma
Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora
Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora

(Ana Carolina)

Publicado por: donna40 | Dezembro 1, 2009

Pensar em você

É só pensar em você que muda o dia
Minha alegria dá pra ver
Não dá pra esconder
Nem quero pensar se é certo querer
O que vou lhe dizer:
Um beijo seu e eu
Vou só pensar em você
Se a chuva cai e o sol não sai
Penso em você
Vontade de viver mais
E em paz com o mundo
E comigo
(E consigo)

(Chico César)

Publicado por: donna40 | Dezembro 1, 2009

Ciranda da rosa vermelha

Teu beijo doce tem sabor do mel da cana
Sou tua ama, tua escrava, teu amor
Sou tua cama, teu engenho, teu moinho
Tu és feito passarinho que se chama beija-flor
Sou tua cama, teu engenho, teu moinho
Tu és feito passarinho que se chama beija-flor
Sou rosa vermelha
Ai, meu bem querer
Beija-flor sou tua rosa
Hei de amar-te até morrer
Quando tu voas pra beijar as outras flores
Eu sinto dores, um ciúme e um calor
Que toma o peito, o meu corpo, invade a alma
Só meu beija-flor acalma tua escrava, meu senhor
Que toma o peito, o meu corpo, invade a alma
Só meu beija-flor acalma tua escrava, meu senhor

Quando tu voas pra beijar as outras flores
Eu sinto dores, um ciúme e um calor
Que toma o peito, o meu corpo, invade a alma
Só meu beija-flor acalma tua escrava, meu senhor
Que toma o peito, o meu corpo, invade a alma
Só meu beija-flor acalma tua escrava, meu senhor
Sou rosa vermelha
Ai, meu bem querer
Beija-flor sou tua rosa
Hei de amar-te até morrer
Beija-flor sou tua rosa
Hei de amar-te até morrer.

(Elba Ramalho)

Publicado por: donna40 | Novembro 27, 2009

Todas as coisas do mundo

Não adianta te dar
Todas coisas do mundo
Se até mesmo juntos
Você não percebe
Você nem me vê

Se eu te desse uma estrela
Você me diria
Obrigado apenas por ser meu amigo
Não me esquecer

E os meus olhos brilhando, brilhando
De ternura, queimando, queimando
É uma pena, é pouco demais
Pra você dar valor

Eu te quero
Mas você não sente
Tão distante, tão indiferente
Fiz de tudo e você
Não entende meu amor

Somos nós
Como o sol e a lua
A noite e o dia
Distantes demais
Dessa nossa paixão

Você não me ama
Não é culpa sua
Fui eu quem não soube
Achar o caminho
Do seu coração…

(Leonardo)

Publicado por: donna40 | Novembro 27, 2009

Um sonhador

 

Eu não sei prá onde vou
Pode até não dar em nada
Minha vida segue o sol
No horizonte dessa estrada…

Eu nem sei mesmo quem sou
Nessa falta de carinho
Por não ter um grande amor
Aprendi a ser sozinho…

E onde o vento me levar
Vou abrir meu coração
Pode ser que num caminho
Num atalho, num sorriso
Aconteça uma paixão…

E vou achar
Num toque do destino
O brilho de um olhar
Sem medo de amar…

Não vou deixar
De ser um sonhador
Pois sei vou encontrar
No fundo dos meus sonhos
(Sonhos! Sonhos! Sonhos!)
O meu grande amor…

E onde o vento me levar
Vou abrir meu coração
Pode ser que num caminho
Num atalho, num sorriso
Aconteça uma paixão…

E vou achar
Num toque do destino
O brilho de um olhar
Sem medo de amar…

Não vou deixar
De ser um sonhador
Pois sei vou encontrar
No fundo dos meus sonhos
(Sonhos! Sonhos! Sonhos!)…

O meu grande amor
O meu grande amor
O meu grande amor…

(Leonardo)

Publicado por: donna40 | Novembro 27, 2009

Esqueci

Não vou impedir você partir
Nem vou pedir que fique aqui
Vou me portar com toda classe
Não vou te pedir que volte atrás
Que pare um pouco, pense mais
Nem te impedir que chame um táxi
Eu até já esqueci a cor dos teus olhos castanhos
Que tem um metro e sessenta
E que se demora no banho
Esqueci que seu sapato é do tamanho trinta e seis
E que adora fazer sexo trinta vezes por mês
Esqueci que me acorda com o café da manhã
Nos seus braços me apertando
Se dizendo minha fã
Esqueci de te dizer que este pranto nos meus olhos
É que o meu time perdeu e por isso então eu choro

Não vou precisar do seu carinho
Eu me viro bem sozinho
Mas antes de ir embora
Faz comigo aquele amor que agride
Tranque a noite lá de fora
Amanhã você decide…

 

( Carlos Randall / Dimarco)

Publicado por: donna40 | Novembro 27, 2009

Fruto Especial

Gosto quando sua mão
Vem passear no meu corpo
Atrevida me assanha
Me atiça, me arranha
Me deixando quase louco…

Gosto quando seu olhar
Quer te ver dentro do meu
Minha pupila dilata
Num segundo ela relata
Que o meu amor é seu…

Só sei que você faz
De um jeito assim
Que alguém jamais
Tirou de mim
O puro mel
Que eu guardei para adoçar
O fruto especial
Só sei que você dá
Tudo que tem
Igual a você
Não há ninguém
Um alto astral
Te amar é um bem
Que apaga qualquer mal…

(Bruno & Marrone)

Publicado por: donna40 | Novembro 27, 2009

O amor acaba

O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.

(Agradecemos a J.Carino pelo envio da crônica.)

(O amor acaba: crônicas líricas e existenciais. 2a ed., Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000, p. 21-22).

Retirado de:  (http://www.almacarioca.com.br/cro82.htm)

Publicado por: donna40 | Novembro 23, 2009

Jeito de Mato

De onde é que vem esses olhos tão tristes?
Vem da campina onde o sol se deita.
Do regalo de terra que teu dorso ajeita.
E dorme serena,no sereno e sonha.
De onde é que salta essa voz tão risonha?
Da chuva que teima, mas o céu rejeita.
Do mato,do medo,da perda tristonha.
Mas,que o sol resgata,arde e deleita.
Há uma estrada de pedra que passa na fazenda.
É teu destino,é tua senda.onde nascem tuas canções.
As tempestades do tempo que marcam tua história
Fogo que queima na memória e acende os corações.

Sim,dos teus pés na terra nascem flores.
A tua voz macia aplaca as dores
E espalha cores vivas pelo ar.
Sim,dos teus olhos saem cachoeiras.
Sete lagoas,mel e brincadeiras.

Espumas,ondas,águas do teu mar…

ahhhh ê laiá….

De onde é que vem esses olhos tão tristes?
(De onde é que vem esses olhos tão tristes?)
Vem da campina onde o sol se deita
De onde é que salta essa voz tão risonha?
(De onde é que salta essa voz tão risonha?)
E dorme serena, no sereno e sonha.
(De onde é que vem esses olhos tão tristes?)
Dorme sereno e sonha

(Paula Fernandes)

Publicado por: donna40 | Novembro 11, 2009

Vivendo por viver

SEM MOTIVO VOU VIVENDO POR AÍ
POR VIVER
MEUS VALORES TÃO CONFUSOS REPRIMIDOS
POR VOCÊ
TROCO PASSOS SEM SENTIDO PELAS RUAS
SEM SABER AONDE IR
E VIVER JÁ NADA MAIS SIGNIFICA
ATÉ JÁ ME ESQUECI
VOLTO PARA CASA ONDE EU PROCURO
ME ESCONDER
DE PESSOAS QUE ACREDITAM MEUS PROBLEMAS
RESOLVER
MAS EU INSISTO EM CULTIVAR SUA PRESENÇA
MESMO SEM VOCÊ SABER
AINDA ESPERO A CADA DIA SUA VOLTA
É SÓ VOCÊ QUERER
AS LEMBRANÇAS
ME CHEGAM SEMPRE EM NOITES TÃO VAZIAS
E MEXEM TANTO COM MINHA CABEÇA
E QUANDO O SONO VEM O DIA JÁ NASCEU
A DISTÂNCIA
ME TIRA POUCO A POUCO A ESPERANÇA
DE TER VOCÊ COMIGO NOVAMENTE
DE REVIVER AQUELE NOSSO GRANDE AMOR
TANTOS PLANOS, SONHOS FEITOS EM PEDAÇOS
POR VOCÊ
DE TOLICE TANTO AMOR DESPERDIÇADO
POR NÓS DOIS
E NA SOLIDÃO ME AGARRO A QUALQUER COISA
QUE AINDA RESTA DESSE AMOR
PRA SENTIR SUA PRESENÇA NOVAMENTE
SEJA COMO FOR
AS LEMBRANÇAS…

(Marcio Greick)

Postagens Antigas »

Categorias